O momento pelo qual sempre esperava chegou. Todos aqueles pensamentos e sonhos tornaram-se de uma forma inesperada reais. Ela ali, naquele momento teve o que queria. A sua razão para viver for esclarecida, no entanto faltava-lhe qualquer coisa, algo mais sério, um simples beijo não chegava, ela precisava de mais. Num abrir e fechar de olhos teve o queria. Tudo o que mais desejava resumia-se àquele amor do qual ela nunca abdicaria. Todos os dias antes de adormecer, aquela rapariga pensava no quão sortuda era em ter encontrado o seu amor, em quão sortuda era em tê-lo a seu lado, e dizia: “nunca mais quero que isto acabe”. Cada vez era mais feliz, e cada vez tinha mais certezas de que amava aquele rapaz. Mas certo dia, umas simples palavras destruíram tudo, todos os sonhos, toda a felicidade, todo o amor que recebia do seu amado, TUDO, tinha desaparecido. A rapariga afogada na mágoa isolou-se de todo o mundo, não queria palavras que a tentassem animar, só queria o amor da sua vida de novo a seu lado. Assim permaneceu a pensar em tudo, a pensar no porquê de ele por fim à felicidade imensa que tinham juntos, no porquê de o continuar a ama-lo tanto. Finalmente aceitou a sua infelicidade e pensou que tinha pedido demais, e que só se podia desculpar por ter sonhado com o início, mas não ter sequer pensado no final. A rapariga estava tão triste que a sua única esperança era pedir desejos, e esperar que o seu verdadeiro amor voltasse. Passaram-se dias. Passaram-se semanas. Passaram-se meses. As esperanças já eram poucas, a rapariga pensou que a única coisa que queria mais no mundo era ouvir a voz do seu amado, tê-lo à sua frente, para puder receber um último abraço, depois já poderia partir feliz. Depois deste seu pensamento, observou uma estrela cadente, e a ela pediu aquele desejo. No dia seguinte depara-se com um toque leve sentido no seu ombro. Virou-se e ali estava ele, o sonho realizou-se. Dos lábios dele soaram um destemido “olá”. Com um sorriso na cara a rapariga abraçou-o e disse “este abraço simboliza a despedida a que nunca tive direito, com este abraço digo-te um adeus, e guardo na minha memória tudo o que contigo passei. Agora vou partir, nunca mais me verás, mas não te sintas mal por isso, eu não posso ter tudo e tive de aprender a perder, mas não te esqueças que te continuo a amar, e guarda-me para sempre num pequeno canto do teu coração”. E assim ditas estas palavras a rapariga virou a costas e partiu. O rapaz tentou impedi-la mas ela não parou. Mal a rapariga chegou à praia, exactamente no local onde tudo começou, deitou-se, olhou para o céu pensou no seu amor, e fechou os olhos para sempre. O pobre rapaz sentindo a angústia de se ter separado dela seguiu-a, e ao assistir àquilo as lágrimas começar a escorrer-lhe pela face. Ajoelhou-se ao lado da sua amada e pensou no erro que tinha cometido ao abandona-la, que ela na verdade era mesmo a sua vida, e ali a seu lado e com a mão dele na dela, matou-se, com a esperança de que na outra vida seriam felizes eternamente, tal como teriam prometido.

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